Ato Nacional contra Redução de Direitos protesta contra GM
Protesto reuniu sindicatos de vários estadosdo Brasil
O Sindicato dos Metalúrgicos e entidades como a Conlutas e Intersindical desenvolveram, nesta quarta-feira, dia 20, uma série de atividades para marcar a realização do Ato Nacional Contra Redução de Direitos e Salários , em São José dos Campos (São Paulo, Brasil).
Pela manhã, foi realizada uma panfletagem no centro da cidade. O objetivo foi esclarecer a população sobre a chantagem da GM, que queria condicionar a contratação de 600 temporários a medidas como redução de salários e direitos e o banco de horas.
“O resultado da panfletagem e discussão com a população foi positivo, pois várias pessoas demonstraram apoio ao Sindicato e aproveitaram para manifestar suas dúvidas a respeito do assunto, que gerou muita polêmica na cidade” , comentou o dirigente sindical Edmir da Silva.
Assembléia na GM
Às 14 horas, houve mais um protesto, desta vez na entrada do 2º turno da GM. A assembléia contou com a participação de vários líderes sindicais do país, entre eles, José Maria de Almeida, da coordenação nacional da Conlutas, Emanuel Melato, da Intersindical, e Jair dos Santos, do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas.
Zé Maria reforçou a importância da mobilização dos trabalhadores por empregos, mas sem abrir mão dos direitos trabalhistas.
Além da assembléia, os dirigentes sindicais realizaram a distribuição do Jornal Unificado, produzido por dezenas de entidades do país e que denuncia o ataque da flexibilização de direitos.
Ato Nacional no Sindicato
O Ato Nacional foi encerrado com uma assembléia que lotou o salão do Sindicato dos Metalúrgicos. O evento contou com a participação de representantes de sindicatos, oposições sindicais e movimentos sociais dos estados do Sudeste, Sul e Norte.
Com cerca de 200 pessoas, a reunião foi iniciada com a exibição de um vídeo, com imagens das assembléias nas quais os metalúrgicos da GM rejeitaram o banco de horas e a redução de direitos.
Depois do vídeo, houve debate sobre a questão da reestruturação produtiva, que tem sido cada vez mais utilizada pelas empresas para aumentar seus lucros.
A mesa debatedora foi composta pelo presidente do Sindicato, Adilson dos Santos, o Índio, o dirigente sindical Vivaldo Moreira, os representantes da Intersindical, Ana Paula Rosa de Simone e Emanuel Melato, e o membro da coordenação nacional da Conlutas Zé Maria.
O debate durou quase três horas e todas as entidades presentes ao Ato Nacional puderam discursar no microfone do plenário.
Cartas de solidariedade, enviadas por várias entidades internacionais, foram lidas durante o protesto.
Participaram do Ato Nacional:
Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos
Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas
Sindicato dos Metalúrgicos de Limeira
Sindicato dos Metalúrgicos de Santos
Sindicato da Alimentação de São José dos Campos
Sindicato dos Químicos de São José dos Campos
Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba/SP
Sinsprev – regional Vale do Paraíba - SP
Sindicato dos Condutores Amapá
SINDSAAE Jacareí - SP
Bancários de Santos - SP
CACH Unicamp – Campinas - SP
Sindminérios
Oposição condutores do Vale do Paraíba - SP
Oposição metalúrgica do ABC - SP
Oposição metalúrgica de Taubaté - SP
Oposição metalúrgica de Jambeiro - SP
Oposição dos servidores de São José dos Campos
Oposição Alternativa Apeoesp – Vale do Paraíba
Alternativa Sindical Metroviários/SP
Comissão de Fábrica VW ABC
Movimento Nacional de Oposição Bancária
ADMAP (associação dos aposentados e pensionistas)
MUST Ocupação Pinheirinho - SJCampos
CMP (Central de Movimentos Populares)
Conlutas Nacional
Intersindical
Conlutas Paraná
PSTU
P-SOL
Vereadora Amélia Naomi (PT)
Vereador Tonhão Dutra (PT)