GM ataca direitos dos trabalhadores e quer reduzir salários
Luiz Carlos Prates, Mancha
De São José dos Campos / SP – Brasil
Conforme noticiado pelos meios de comunicação, em 2006, a unidade brasileira da General Motors representou 40% dos negócios da GM na América Latina, África e Oriente Médio, o que somou nada menos que US$ 533 milhões de lucro líquido.
A produção da empresa está a todo o vapor. Em São José dos Campos, onde estamos situados, o ritmo de produção está muito acelerado, o que, inclusive, tem ocasionado o crescimento das doenças ocupacionais na unidade. A empresa tem abusado do trabalho aos sábados, inclusive à noite.
Entretanto, apesar dos seus grandes lucros e grande produção, a empresa vem diminuindo postos de trabalho desde o ano passado. Ao todo, nesse período, já foram demitidos cerca de 1.000 trabalhadores.
No último dia 2 de abril, a montadora abriu um novo programa de demissão voluntária, o primeiro do ano, cuja meta de adesão não foi informada oficialmente.
Além das demissões em massa e da sobrecarga de tarefas sobre os trabalhadores que continuam na fábrica, existe um temor relacionado à anunciada “reestruturação” na empresa, feita no final do mês de março.
A GM disse aos sindicatos do país que precisava "rever seus custos de produção", o que os trabalhadores encaram como uma ameaça de que direitos podem ser reduzidos.
Os planos da GM
A GM tem objetivos que, para os trabalhadores, estão cada vez mais claros. A montadora quer aumentar ainda mais a competitividade entre as três plantas no país (São José dos Campos/SP, São Caetano do Sul/SP e Gravataí/RS), buscando uma política de redução de salários e direitos.
A empresa, com seus altos lucros, ao invés de igualar os salários (os companheiros de Gravataí, por exemplo, recebem metade dos vencimentos dos trabalhadores das outras unidades), quer reduzi-los, tendo referência os valores mais baixos.
Mas, os trabalhadores da GM, em contrapartida, estão se mobilizando. Em São José dos Campos, várias assembléias estão preparando a resistência contra a tentativa de cortes de direitos.
Contamos com a solidariedade internacional da classe trabalhadora na luta contra os planos da GM brasileira de reduzir conquistas importantes dos metalúrgicos da região. Aguardamos as manifestações solidárias nos e-mails: mancha@sindmetalsjc.org.br, secretaria@sindmetalsjc.org.br.
À luta, companheiros!
www.sindmetalsjc.org.br

Anonymous
13/06/2007